Contatos e parcerias com instituições de ensino

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Este tópico contém 11 respostas, 9 vozes e foi atualizado pela última vez por Isla Andrade Pereira de Matos Isla Andrade Pereira de Matos 5 anos, 3 meses atrás.

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  • 06/12/2012 em 17:27 #520
    Cinthia Rocha
    Cinthia Rocha
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    Parte da dificuldade que observamos com relação à formação qualificada de profissionais para atuarem na área de museus vem do fato de que muitas instituições de ensino ainda não começaram a ver os museus como locais de produção de conhecimento. Especialmente nos cursos de licenciatura, é fundamental que as universidades explorem os espaços de educação não formal com o objetivo de despertar o olhar dos educadores para as múltiplas possibilidades que eles ensejam. Assim, abrem-se oportunidades para pesquisa e difusão dos conhecimentos da área, pois mais profissionais poderão ter interesse de trabalhar em museus e com museus.

    Acredito ser necessária uma política institucional que vise estabelecer contatos e parcerias com instituições de ensino para explicitar o problema da dificuldade de qualificação e estudar uma solução conjunta. As universidades, uma vez cientes e sensíveis à demanda, poderão abrir espaços para o debate sobre os museus nos diversos níveis de formação.

    • Esta resposta foi modificada em 5 anos, 7 meses atrás por Cinthia Rocha Cinthia Rocha.
    12/12/2012 em 16:58 #563
    Fernanda Castro
    Fernanda Castro
    Subscriber

    Oi, Cinthia!

    Acho que você pode contribuir no GT de redes e parcerias com essa discussão!

    Concordo plenamente com o que você apresenta.

    Mas acho que o buraco é mais embaixo!

    Para que as instituições de ensino reconheçam os museus como lugares de pesquisa, locais de produção de conhecimento, eles precisam ser reconhecidos como tal pelos responsáveis pela sua administração.

    Hoje, o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, que define as instituições que são ou não de pesquisa (muito provavelmente pensando, senão exclusivamente, majoritariamente nos gastos com pessoal e investimentos que isso significaria), diz que os museus não realizam pesquisa.

    Sendo assim, como vamos atuar na universidade formando pesquisadores para os museus? Como isso se dará na área da educação museal?

    Penso que esta possibilidade só pode dar-se combinada à discussão sobre profissionalização/ regulamentação da profissão/ definição da educação em museus.

    A formação oferecida nas instituições de ensino que trate da questão da educação museal deve tratar também da discussão do que é a própria ação educativa em museus, da educação em museus como campo, da sua relação com as demais funções do museus, seus demais atores (tópico debatido no GT de Perspectivas Conceituais deste Fórum).

    Partindo deste entendimento, podemos pensar em como se darão estas parcerias.

    Já se propôs a criação de uma universidade coorporativa. Será que é este o caminho? Será que queremos realizar nossas pesquisas e nossa formação em âmbito restrito? Será que as parcerias com as universidades públicas é uma melhor opção? (vamos aos tópicos de parcerias!!!)

    26/12/2012 em 15:38 #624
    katia.frecheiras
    katia.frecheiras
    Subscriber

    Cinthia e Fernanda, vamos aos tópicos de Parcerias sim! Mas….não posso deixar de registrar uma pequena observação.

    A sugestão de criação de uma Universidade Corporativa não é restrita, daí o nome “universidade”. Devemos aproveitar o quanto antes os profissionais que atuam nos museus e que em breve estarão se aposentando, para repasse desse conhecimento. Seria uma oportunidade única de contato desses estudantes com o cabedal de conhecimento que raramente será encontrado fora do museu. Não estou pensando somente no plano da área de educação, mas nos restauradores, gestores, conservadores, etc.

    28/12/2012 em 0:03 #629

    Lucas Cuba Martins
    Subscriber

    Prezados,

    A colocação da Katia é excelente, creio que o contato dos novos profissionais, daqueles que vão começar a ” fazer museu” nas suas instituições, é  de enorme importância, não só para a área educativa como  para todas as áreas técnicas, conforme colocou a Katia, e penso também que muitas vezes para as administrativas.

    Essa questão  deve ser levada inclusive para o GT de ” Estágio Técnicos”; pois o estágio é antes de tudo aprendizado do dia-a-dia, é de fato conhecer o clima de trabalho e também os  desafios que vão ser encontrados.

    Att;

    Lucas Cuba Martins

    24/02/2013 em 19:08 #995
    katia.frecheiras
    katia.frecheiras
    Subscriber

    Lucas é dentro das instituições de ensino que os museus encontram os futuros profissionais. Assim as universidades, escolas técnicas e outras instituições escolares são parceiros em potencial dos museus.

     

    25/02/2013 em 14:09 #997
    elianebettocchi
    elianebettocchi
    Subscriber

    Olá a todos,

    Sou coordenadora da Licenciatura em Artes Visuais do Instituto de Artes e Design (http://www.ufjf.br/iad/) da UFJF . Nosso curso é recente e está em fase final de implantação e entre nossas discussões surgiu a questão que os estágios e práticas escolares oferecidos e exigidos no currículo não contemplam oficialmente as atividades em museus. Levamos essa questão para a Faculdade de Educação, responsável pelos estágios, alegando que o perfil do nosso egresso não se restringe à atuação escolar.

    Portanto, encontrei aqui uma oportunidade de levantar competências atualizadas e necessárias à boa atuação de um mediador museal para, a partir deste levatamento, elaborar disciplinas e oficinas que venham a institucionalizar a formação dos nossos educadores para esses espaços. Assim, gostaria de contar com a colaboração de vocês no levantamento dessas competências, o que acham?

    14/03/2013 em 17:30 #1076

    jundiai
    Subscriber

    Olá!

    Eliane é de extrema importancia desenvolver este trabalho!Tambem podemos falar sobre Pedagogia Museal um termo ainda não utilizado por muitos acadêmicos.

    14/03/2013 em 22:01 #1080
    elianebettocchi
    elianebettocchi
    Subscriber

    Então, nós queremos incluir essa formação nas nossas oficinas de prática docente, e gostaríamos de contar com referências e sugestões metodológicas.

    02/04/2013 em 0:15 #1166

    Olá pessoal,

    Eu sou Isla, formada em História e cursando Mestrado em Educação. Minha pesquisa é com educação patrimonial/educação museal em um museu em São Paulo. Minha pesquisa de campo está sendo acompanhar as visitas orientadas dos grupos escolares (que são maioria) realizadas pelos educadores neste museu e analisar de que forma o conceito museológico é encaminhado aos visitantes.

    Tenho notado diversas deficiências das quais acredito que todos os museus compartilham: despreparo dos educadores no que diz respeito à formação de educador de museu e falta de parceria entre as escolas e os museus.

    O educador de museu precisa de formação específica, não basta dominar o assunto presente no museu. Ele precisa se dar conta da complexidade que é produzir conhecimento a partir do objeto, selecionar uma pedagogia que dê certo no museu e, principalmente, compreender o que é o museu, que para mim, é uma instituição educativa própria, e não apêndice da escola. Não dá para o educador de museu achar que a escola vai ao museu apenas para comprovar aquilo que o aluno já aprendeu na escola. Ele tem que estar ciente de que o museu é uma narrativa e deve ser tratado ccomo um documento.

    Já as escolas encaram o museu como passeio cultural e pecam por não saber utilizá-lo como a instituição educativa que é. O trabalho desenvolvido no museu é um processo, que implica a preparação na sala de aula, a visita em si, e a finalização também na escola.

    Por isso, defendo a necessidade de formação específica em nível de graduação e pós-graduação em Museologia, com ênfase em educação em museus, o que já é difícil, dada a carência de cursos na área nem tanto de gradução, mas de pós (mestrado em museologia só na USP e UNIRIO e doutorado só na UNIRIO). E também a parceria entre escolas e museus, pensando no educador como multiplicador na escola a escola aprendendo a desenvolver um trabalho que seja realmente eficaz na formação dos alunos.

     

    02/04/2013 em 23:23 #1182
    REM RJ
    REM RJ
    Subscriber

    Estabelecimento de parceria com instituições de ensino para criação de cursos, em nível de pós-graduação, na área de educação museal;
    Estabelecimento de parceria com instituições de ensino para criação, em cursos de licenciatura, de uma disciplina voltada para a educação em espaços culturais;

    Propostas elaboradas em reuniões presenciais que contaram com a participação das seguintes instituições:
    Centro Cultural Banco do Brasil – Centro Cultural da Justiça Federal – Centro Cultural de Folclores e Cultura Popular – Instituto Moreira Sales – Memorial Getúlio Vargas – Fundação Casa de Rui Barbosa – Museu Casa da Hera – Museu Casa do Pontal – Museu da Chácara do Céu – Museu da Marinha – Museu da República – Museu da Vida – Museu de Arqueologia de Itaipu – Museu do Ingá – Museu do Meio Ambiente – Museu Histórico Nacional – Museu Nacional – Oi Futuro/Museu das Telecomunicações – Núcleo Experimental do MAM – Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro

    03/04/2013 em 18:15 #1198

    Manoella Evora
    Subscriber

    Acredito que ajudaria muito em nosso trabalho a criação de cursos de pós-graduação em Educação Museal, especialmente para os educadores em museus que não têm formação em Pedagogia.

    Além disso, esses cursos poderiam ser ministrados através da internet, a fim de que os educadores dos museus do interior também possam participar.

    04/04/2013 em 0:38 #1204

    Olá Manoella,

    Penso que para ser educador de museu não é necessário ter formação em pedagogia, mesmo porque a ação educativa em museus é interdisciplinar. No museu onde estou fazendo minha pesquisa, que é um museu de história, de memória e de arte, a maioria dos educadores é formada em artes plásticas, mas há também outros com formação em história, música, artes cênicas, letras etc.

    Acredito que há dois pré-requisitos fundamentais que norteiam o trabalho do educador de museu: o domínio do conteúdo apresentado no museu, juntamente com o desenvolvimento de argumentos que possam contrapor os discursos que permeiam a temática do museu, e a habilidade para construir conhecimento a partir de fontes não textuais, neste caso, os objetos.

    Neste sentido, penso que poderia haver duas frentes de trabalho concomitantes: o aumento dos cursos de museologia em nível de graduação (que fornece o cabedal necessário para trabalhar com museus) e a ampliação de cursos de pós-gradução em museologia, que permitiria também a profissionalização dos educadores com outra formação que não a museologia. No Brasil, por exemplo, só há dois cursos de mestrado em museologia (USP e UNIRIO) e apenas um doutorado em museologia (UNIRIO).

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