Financiamento para o educativo do museu

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Este tópico contém 19 respostas, 5 vozes e foi atualizado pela última vez por Rafaela Lima Rafaela Lima 5 anos, 8 meses atrás.

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  • 17/01/2013 em 21:00 #739
    Rafaela Lima
    Rafaela Lima
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    Obrigada, Girlene, pela sua sugestão! Já vou incluir no arquivo.

    Abraço!

    18/01/2013 em 17:22 #741
    Fernanda Castro
    Fernanda Castro
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    Olá!

    Parabenizo todos pela rica discussão.

    Meu intuito em escrever, agora que as propostas já estão sistematizadas, e muito bem, pela Rafaela, é me ater às sutilezas.

    Primeiro é imprescindível separarmos a discussão sobre as instituições públicas das privadas, uma vez que as fontes de financiamento são muito diversas.

    Em segundo lugar, gostaria de ressaltar que tudo que pensamos para as instituições públicas deve sempre visar à autonomia. E por autonomia, não penso apenas em que possamos gastar o fruto de aluguéis de espaço, venda de souvenires, etc, conforme bem quisermos, mas que os museus não tenham que sobreviver disso. Que tudo que diz respeito à garantia do seu funcionamento venha de fontes públicas. Que essa verba sustentavelmente adquirida seja para o que pudermos fazer a mais. Senão, viramos reféns do mercado, se conseguirmos vender, se conseguirmos alugar, se conseguirmos patrocínio, fazemos as ações e, neste caso, o acesso à cultura deixa de ser um direito e passa a ser mais um serviço/ mercadoria.

     

    18/01/2013 em 17:28 #742
    Fernanda Castro
    Fernanda Castro
    Subscriber

    Te respondendo, Girlene, e a todos, depois de muito tempo, sobre os seus questionamentos a seguir, aí vai:

    “1- Quando você diz que o Estado deve garantir o funcionamento das ações educativas dos museus, como se daria esta garantia no caso dos museus privados, para além dos já existentes, ainda que insuficientes, editais?”

    Acredito que a cultura é um direito. Portanto o Estado deve garantir o acesso de todos a todas as formas de cultura. Isso significa que devem ser criado cada vez mais instituições públicas. Tenho um enorme pesar que exista a possibilidade de grandes instituições culturais, cheias de dinheiro, possam participar de editais e concorrer a gastar dinheiro público enquanto os nossos museus estão, muitas vezes, tombando.

    Aquelas instituições culturais que não conseguem se sustentar, acho que deveriam ser então estatizadas. E que funcionem com planejamento e administração participativa, para não perderem o caráter popular ou identitário que porventura tenham.

    2- Será que deveríamos encontrar outra terminologia para este GT de Sustentabilidade, uma vez que este controverso termo, além da dimensão “ambiental”, abarca outras dimensões, inclusive a “econômica”, que não devem ser desprezadas uma vez que uma está imbricada na outra (como garantir a sustentabilidade ambiental sem que haja uma sustentabilidade financeira?)?

    Não acho que devamos mudar a terminologia, mas também devemos deixar bastante preciso o que queremos dela. Sustentabilidade financeira? Tudo bem, contanto que isso não seja confundido com um “virem-se para captar recursos”, que me parece é o que, de fato, acontece.

    29/01/2013 em 19:18 #810
    Rafaela Lima
    Rafaela Lima
    Subscriber

    Oi, Fernanda! Que bom ter suas pontuações no nosso debate mais uma vez.

    Em relação ao que você colocou no penúltimo post, gostaria de enfatizar que nossas propostas são direcionadas mais especificamente para o setor público de cultura mesmo. Nossa ideia é que isso reverbere nas instituições particulares, isso se nos entendermos (pensando esse “nós” como o PNEM) como parâmetro para o todo das instituições que ofereçam serviços educativos. Mas nosso foco são as instituições públicas mesmo.

    Em relação ao segundo ponto desse mesmo post, gostaria de deixar claro que mais uma vez concordamos. Essas verbas “extras” (lojinhas, aluguel de espaços, etc) seriam direcionadas para os extras. Uma instituição pública, por princípio, deve ser mantida e gerida com verba pública. Seria contraditório querermos algo diferente. Mas, concordando com Girlene, esses extras no orçamento são um impulso a mais para desenvolvimento de algumas iniciativas. E por isso mesmo devemos ter cuidado para que o Estado, enquanto financiador das instituições públicas, não se sinta liberado de sua obrigação enquanto financiador. Nesse sentido, faço minhas as suas palavras: que tudo que diz respeito a garantia do seu funcionamento venha de fontes públicas.

    Obrigada por mais essa ótima contribuição para nosso debate… vamos construindo esse documento juntos! Só assim será possível alcançarmos um denominador comum para o campo da educação em museus.

    Abraço!

    26/02/2013 em 19:44 #1012
    Rafaela Lima
    Rafaela Lima
    Subscriber

    Olá, a todos!

    Aproveito minha “passagem” por aqui para lembrar-lhes que nessa reta final do blog (ele “fechará” para postagens dia 26 de março), devemos pensar em ações concretas para efetivação das propostas que fizemos até aqui.

    Aproveito, então, para pedir que vocês pontuem aquilo que deve ser destacado nesse tópico como proposta/ação efetiva, para além das que já postamos (clique aqui e veja a postagem com as propostas já sistematizadas).

    Aguardo as participações de vocês! Ainda dá tempo de outros participarem: debatam o assunto nos seus locais de trabalho, com colegas, com alunos inclusive (por que não, né? ).

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