Fomentar por meio de ações educativas a autogestão da memória da comunidade

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Este tópico contém 18 respostas, 9 vozes e foi atualizado pela última vez por Diego Luiz Vivian Diego Luiz Vivian 5 anos, 3 meses atrás.

15 posts - 1 de 15 (de 19 do total)
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  • 20/11/2012 em 11:58 #276
    Pnem
    Pnem
    Administrador Mestre

    Fomentar por meio das ações educacionais e culturais a apropriação dos instrumentos de pesquisa, documentação e difusão das manifestações culturais populares por parte das comunidades que as abrigam, estimulando a autogestão de sua memória.

    05/12/2012 em 21:41 #503
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Este tópico trata exatamente do direito à memória, questão sensível às comunidades indígenas, afro-brasileiras e periféricas.

    Como os museus têm lidado com isto? Deixe sua contribuição…

     

     

    05/12/2012 em 23:01 #505

    Milena Claudino
    Subscriber

     

    08/01/2013 em 19:05 #692
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Oi Milena,

    você postou alguma mensagem anteriormente neste tópico?

    Se for possível, reenvie a mensagem pois não consegui visualizar sua participação datada em 05/12/2012 em 23:01. Aparece um post em branco apenas.

    Obrigado e até mais.

    28/01/2013 em 16:37 #807

    Bruno Marinho
    Subscriber

    Essa idéia é bem interessante, gostaria de conhecer iniciativas desse tipo

    04/02/2013 em 17:20 #827
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Olá, BFDMARINHO

    obrigado pela sua participação e interesse.

    Um modo de começar a conhecer iniciativas em torno dos Museus e Comunidades é fazer uma visita aos diversos fóruns temáticos deste Blog do PNEM e acompanhar os debates do GT Museus e Comunidades.

    Por isto, fique à vontade para continuar visitando e participando.

    Abraço e até mais.

    13/02/2013 em 20:37 #863
    daniele.alves
    daniele.alves
    Subscriber

    Olá Diego, creio que quando falamos de memória da comunidade nos referimos à todo o tipo de diversidade possível que possa conviver no entorno dos nossos museus, desde os imigrantes, à classe alta, os ribeirinhos, os emergentes, os indígenas, quilombolas, favelas, estudantes, comércio e tantos outros… Ainda é um grande desafio para os museus envolverem aqueles que os rodeiam, muitos percorrem grandes distâncias para conhecer aquela história, e, ao mesmo tempo, os vizinhos do museu nunca entraram para conhecer aquele espaço.

    15/02/2013 em 16:10 #889
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Olá, Daniele

    obrigado pela sua contribuição aqui no GT Museus e Comunidades.

    Você tocou em dois pontos fundamentais para os propósitos do PNEM e deste GT: 1) que noção podemos ter de COMUNIDADE ?;  2) e o desafio imposto aos museus pelo distanciamento e/ou ausência dos moradores que são seus vizinhos.

    A noção de comunidade pode variar muito. Há aqueles, inclusive, que ignoram sua existência.

    Mas creio que é preciso estabelecer alguns termos para que consigamos entender o que estamos tratando. Senão corremos o risco de acreditar que  “tudo é comunidade”, o que equivaleria a dizer que “nada é comunidade”.

    Na minha opinião, um ponto de partida para que este debate dê frutos é compreender comunidade como grupo ou grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade social unidas por vínculos históricos relacionados a aspectos territoriais, étnicos, culturais e/ou de gênero, em especial quando movidas ou organizadas em prol da defesa e promoção do Direito à Memória e à História, assim como a outros tópicos dos Direitos Humanos e Culturais (Carta das Missões, 2012).

    Assim tenho pensado o conceito de comunidade em articulação com a memória e a museologia social.

    Deste modo, a utilização do termo comunidade pode fazer referência a um território (moradores do bairro, comunidade rural,  etc), a critérios étnicos (comunidade indígena, comunidade quilombola etc), a aspectos culturais e/ou de gênero (comunidade LGBT, pescadores artesanais, trabalhadores sindicalizados etc). Mas a sua especificidade estaria relacionada à exclusão histórica enfrentada pelos membros das comunidades a partir de critérios territoriais, étnicos, culturais e/ou de gênero.

    Isto nos leva a relativizar a expressão consagrada “Penso, logo existo”, contrapondo a ela a expressão “Pertenço, logo existo”, como diria um colega da museologia.

    E isto me leva ao outro ponto destacado por ti na postagem anterior, que diz respeito aos baixos índicaes de visitação dos museus pelos moradores que são seus vizinhos.

    Uma impressão que tenho é que essa situação de os moradores não visitarem o museu próximo de suas casas parece ser recorrente em todo o lugar. Pelo menos tenho percebido que se trata de um desafio constante colocado por gestores e trabalhadores em museus.

    Acho que um aspecto importante para refletir sobre isto é o sentimento de pertencimento dos moradores em relação ao museu. E daí também fiquei me perguntando:

    Há este sentimento entre os moradores? Eles se identificam e se sentem fazendo parte do museu? A história narrada no museu abarca as experiências e vivências comunitárias? Os moradores participam e compartilham questões que dizem respeito aos rumos do museu (gestão compartilhada e participativa; concepção e execução de projetos e exposições etc)? O museu se preocupa com isto e promove esta aproximação? O museu reconhece (positivamente) as peculiaridades das expressões culturais daqueles que são seus vizinhos?

    Enfim, esta questão parece ser, como muitas coisas na vida, uma via de mão dupla!

     

    16/02/2013 em 1:34 #906

    MHCI
    Subscriber

    O museu em que estou gestora é um museu histórico e cultural e portanto procuramos  aliar a preservação da memória cultural, resgatando tradições culturais como danças de São Gonçalo e Reisado, religiosidade,como benzedeiras e etc, além da própria história da cidade que procuramos resgatar através da campanha de doação de peças antigas. É um trabalho delicado e gratificante, pois passamos a registrar modos de vida e costumes que sofreram modificações com o passar dos anos. O que pude observar é que ao oferecer oficinas de danças na localidade onde são encontradas as manifestações culturais as crianças são participativas, no entanto, estas tem dificuldade de permanecerem nas mesmas quando entram na fase da adolescência, creio eu, que este distanciamento provocado como resultado da globalização. Os interesses da própria fase aliados as novas tecnologias do mundo moderno tiram o foco da permanência na tradição. A questão também da valorização das tradições culturais pela sociedade sofre os efeitos da globalização, as pessoas mais velhas são ainda as que mais se mostram interessadas, sendo que nem todas mantem o interesse de preservar as manifestações culturais. Sendo uma questão de procurar reeducar a sociedade para o sentimento de valorização e pertencimento através de palestras, fóruns, visitas guiadas abertas ao público em geral. Acredito que esta seja a realidade de muitos museus brasileiros.

    16/02/2013 em 21:38 #907

    Pois é : também noto essa lacuna- as crianças até 10 ou pouco menos se interessam muito, pois há vários filmes e desenhos com cenas ou foco em museus,múmias ,  tesouros, dinossauros , arcas perdidas… Na adolescencia parece que isso tudo se perde diante de tantas solicitações   , também  instigada pelas redes sociais . Mas na maior idade é o caso da recordação e da saudade ,mas que não é o objetivo dos museus . Digo,  objetivo principal. Ora é um desafio mesmo manter jovens e crianças e adultos interessados permanentemente em museus . Por isso as exposições  de curta duração, os eventos , as programações dos museus carecem de ser tão criativas tão dinãmicas, tão inovadoras ( ufa!) que possam realmente combater , no bom sentido,  todos esses outros apelos  tão fortes que desviam nossos usuários para outros lados. é um trabalho exigente , mas compensador. Parabéns por essa inquietação, pois isso move os museus. Adilson Nunes de oliveira – museólogo COREM RS 0046  Diretor do Museu Paulo Firpo, de Dom Pedrito RS  adilsonnunesdeoliveira@gmail.com

    19/02/2013 em 19:58 #937

    Olá. Gostaria de fazer um relato sobre uma experiência bem legal com adolescentes que está sendo realizada já alguns anos aqui no Museu de Arte de Joinville. Este desinteresse é perceptível, entretanto desenvolvemos dois projetos voltados para o 9º ano do ensino fundamental (estudantes na faixa etária dos 14 / 15 anos). Em um dos projetos os estudantes vem participam de encontros semanais no museu com artistas e outras atividades de mediação e desenvolvimento de poéticas.  A participação e envolvimento deles é realmente excelente. É preciso neste caso, fazer os projetos considerando as características deste público alvo.

    20/02/2013 em 13:17 #943
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Olá, MHCI

    Obrigado pela participação.

    O exemplo das oficinas de dança promovidas pelo museu histórico e cultural me deixou curioso. Ocorre em que estado/cidade? Qual é a periodicidade das atividades? O trabalho dos oficineiros é voluntário? Eles pertencem à comunidade?

    Sobre este trabalho do museu, também fiquei pensando se envolve oficinas de música, possibilitando a interação direta de crianças e adolescentes com os instrumentos relacionados aos grupos de Reisado. Pensei isto porque tenho a impressão de que oficinas de música tendem a fazer sucesso entre crianças e adolescentes!

    E o trabalho com as benzedeiras me deixou mais curioso ainda, pois moro em uma cidade do interior gaúcho onde essa manifestação é bastante forte. Não somente moradores procuram os benzedeiros, rezadores e mateiros locais para curar seus males do corpo e da alma; mas também é expressiva a procura por parte de turistas de diversos rincões, que visitam a pequena cidade atraídos pelo único Patrimônio Cultural da Humanidade existente na Região Sul do país.

    Enfim, parabéns pelo trabalho realizado junto à comunidade!

    Volte mais vezes aqui no Blog para seguirmos nesta construção coletiva.

    22/02/2013 em 12:48 #973
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Bom dia, Adilson

    Obrigado pela participação aqui no GT Museus e Comunidades.

    Sua postagem me fez refletir sobre a possibilidade de realizar atividades que integrassem crianças, adolescentes e pessoas de mais idade.

    E isto poderia se dar através de atividades conhecidas como “Rodas de Memória”, onde as experiências de vida dos mais velhos são compartilhadas com os mais jovens a partir de processos de rememoração. Trata-se de um trabalho árduo e delicado, pois envolve pessoas de carne e osso, suas biografias e suas lembranças talvez mais íntimas. Por isto é preciso ter pessoas com disposição para falar (rememorar) e, principalmente, ouvir, sabendo que se trata da tentativa de estabelecer uma espécie de diálogo intergeracional. Mas que no final das contas poderia ser gratificante e significativo para crianças, jovens e adultos.

    Para não desanimar, faço uma “provocação”: quem sabe a elaboração e execução de um “projeto piloto” por parte do Museu Paulo Firpo não seja um primeiro passo neste sentido? Afinal, Dom Pedrito/RS e seus habitantes têm muitas histórias e memórias a compartilhar, não é mesmo?

    Abraço e até mais.

    22/02/2013 em 13:05 #975
    Diego Luiz Vivian
    Diego Luiz Vivian
    Subscriber

    Olá, Alcione

    Que legal esta programação permanente executada pelo Museu de Arte Joinvile.

    E considero que além de levar em conta os interesses e a faixa etária das pessoas, outro ponto fundamental é a própria continuidade das ações educativas. Somente com certa regularidade na execução é que conseguiremos realizar diagnósticos pertinentes e projetar o futuro de ações educativas como a que apresentaste aqui no blog.

    Daí a importância do FINANCIAMENTO destas oficinas, viabilizando sua qualificação e consolidação ao longo dos anos. Aliás, este assunto pode ser remetido para o GT Gestão deste Blog do PNEM, onde foi iniciado um tópico exatamente sobre o tema “Financiamento de ações educativas”.

    Obrigado e volte sempre!

    22/02/2013 em 19:07 #984

    Fernandab
    Subscriber

    Olá. Excelente debate. Estava acompanhando os diversos tópicos do site, e este me pareceu pertinente para participar neste momento da conversa.

    Estou desenvolvendo meu projeto de graduação, e o tema é: Museu Interativo da Colonização Italiana. O motivo do tema, é pela evidente decadência da visitação dos museus tradicionais, onde em contrapartida, museus interativos como o museu da língua portuguesa por exemplo, são muito procurados gerando um turismo local. Os museus tradicionais, que contam apenas com acervo de objetos ainda que tenham importância histórica, sofrem dessa dificuldade e hoje, são estimulados a envolverem a comunidade com atividades. Interessante a campanha de doação de objetos que  MHCI cita, pois a comunidade sente sua contribuição como acervo.  

    ADILSON NUNES DE OLIVEIRA cita um fator que acredito ser muito importante, que é manter as atividades de formas dinâmicas e atrativas. Acho também que deve ser levado em consideração a localidade e o tema proposto, e ainda pensar na abordagem para os diferentes públicos. Os mais idosos prezam o acervo físico, os mais jovem prezam tecnologias e atividades dinâmicas.

    No caso da minha proposta é a colonização italiana devido ao seu número expressivo na região. O desenvolvimento do projeto será com acervo físico  (podendo ser colaborativo), associado a visualização interativa, com o uso também de vídeos de relatos, levando ao conhecimento das origens, cultura…será que meu projeto segue  no caminho certo?

     

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