Formação para atendimento de pessoas com necessidades especiais

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Este tópico contém 9 respostas, 7 vozes e foi atualizado pela última vez por  FLAVIA PASCOAL 5 anos, 4 meses atrás.

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  • 20/11/2012 em 11:51 #270
    Pnem
    Pnem
    Administrador Mestre

    Estimular a formação da equipe de educação do museu a partir de parcerias com instituições especializadas no atendimento de pessoas com necessidades especiais;

    • Esta resposta foi modificada em 5 anos, 9 meses atrás por Pnem Pnem.
    03/12/2012 em 15:59 #467
    isabel.portella
    isabel.portella
    Subscriber

    Dia 4 de dezembro às 16 hs encontro da RAM no Museu da República, espaço utilizado para encontros sobre acessibilidade em museus. Criado com base na REM, esperamos fomentar e discutir sobre assuntos de acessibilidade nos museus.

     

    Apareçam!!!

    05/12/2012 em 13:53 #497
    Juliamg
    Juliamg
    Subscriber

    Sugiro que seja utilizado o termo “pessoa com deficiência“.

    A pessoa com deficiência busca autonomia (em relação aos direitos civis, políticos, econômicos, sociais, etc.) como qualquer pessoa. Quando utilizamos o termo “pessoas com necessidades especiais”, ou “portadores de deficiência”, estamos compactuando com uma sociedade capacitista (discriminação da pessoa com deficiência*) que acha que apenas as pessoas com deficiência tem uma “necessidade especial”, todas/os nós temos (eu tenho que usar óculos para enxergar de longe, tenho necessidades em determinadas situações, etc.)… ou que acha que se é um portador, que se carrega uma deficiência como alguém que carrega uma carteira em seu bolso, que pode tirar quando bem entender. O termo “pessoa com deficiência” passou a ser utilizado após a Convenção Internacional para a Proteção e Promoção dos Direitos e Dignidade da Pessoa com Deficiência.

    O modelo social da deficiência[1], que surge em 1960 no Reino Unido, sustenta que as pessoas são debilitadas por uma série de razões, porém é apenas de acordo com a sociedade que essas pessoas são deficientes. Este modelo, que “provocou reviravolta nos modelos tradicionais de compreensão da deficiência ao retirar do indivíduo a origem da desigualdade e ao devolvê-la ao social” (DINIZ e MEDEIROS), retoma a questão de que a deficiência é socialmente construída.

    * Ideologia ou discurso que estabelece que o ideal é andar com duas pernas, oralizar, ouvir, escrever ortograficamente, ver e ter um raciocínio conforme os padrões de normalidade. (Disponível em: http://disnormalidade.blogspot.com.br/2010/10/glossario-em-construcao.html)
    Tem outras fontes que podem ser consultadas:

    DECRETO Nº 6.949, DE 25 DE AGOSTO DE 2009 (Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência): http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/decreto/d6949.htm

    http://pessoascomdeficiencia.com.br/site/2012/12/05/dilma-e-vaiada-ao-falar-portador-de-deficiencia/

    http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/

    http://portal.saude.gov.br/portal/saude/visualizar_texto.cfm?idtxt=30053

    http://tomefirst.tumblr.com/post/35577881391

    [1] Disponível em: http://www.fraterbrasil.org.br/A%20nova%20maneira.htm Acesso em: 22 de maio 2012

    A nova maneira de se entender a deficiência e o envelhecimento – Marcelo Medeiros e Debora Diniz. Disponível em: http://www.fraterbrasil.org.br/A%20nova%20maneira.htm Acesso em: 22 de maio 2012

     

    • Esta resposta foi modificada em 5 anos, 8 meses atrás por Juliamg Juliamg.
    10/12/2012 em 17:29 #535
    Leane
    Leane
    Subscriber

    Concordo plenamente com o argumento da Juliamg, se estamos trabalhando para melhorar o nosso atendimento a todos, precisamos começar desde os pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Precisamos estar atentos a tudo, principalmente a maneira como nos comunicamos com as pessoas, a  acessibilidade existe desde o primeiro momento da comunicação.

    21/12/2012 em 1:16 #611
    isabel.portella
    isabel.portella
    Subscriber

    Concordo com as duas o termo hoje é PESSOA COM DEFICIÊNCIA!!!

    Mas não precisamos desconsiderar a iniciativa, só reajustar terminologias combiáveis a todo momento para uma melhor adequação. Proporcionar acessibilidade atitudinal é para todos.

    21/01/2013 em 1:45 #747

    Valéria Abdalla
    Subscriber

    Olá!

    No Museu Histórico Nacional estamos desenvolvendo um programa de visitas junto com o Instituto Benjamin Constant (voltado para a educação de pessoas com deficiência visual),  ainda em caráter experimental. Em 2012, alunos do IBC visitaram o Museu Histórico Nacional e a “experiência tátil” foi possível (objetos pré-selecionados pela equipe). Os grupos visitaram, também, a Reserva Técnica. Vamos dar continuidade em 2013.

    Através das orientações do IBC e das visitas citadas, estamos aprimorando nossos meios e formas de trabalhar junto ao público. É extremamente importante estabelecer parcerias com instituições especializadas para a concretização de ações satisfatórias voltadas às pessoas com deficiência. Sentimos que ainda temos muito a aprender.

    Seria interessante o IBRAM estabelecer parcerias com instituições especializadas, a fim de promover cursos e palestras para profissionais de museus? A RAM poderia indicar essas parcerias?

    Se o IBRAM promovesse cursos/ oficinas com profissionais de instituições especializadas, estaria gerando multiplicadores em todo o país!

     

    29/01/2013 em 20:00 #812
    isabel.portella
    isabel.portella
    Subscriber

    A RAM poderia intermedia e ajudar sim nas parcerias, mas nos não temos autonomia  deliberativa para assumir como ação do IBRAM. Eu (Isabel Portella) tenho uma oficina que dou em lugares onde sou convidada (já dei no MHN, na UNI-Rio) e posso ir onde for necessário. Mas não chega a ser uma ação do IBRAM nem da RAM.

    05/02/2013 em 22:20 #838

    Lorena
    Subscriber

    Por se tratar de de Museus,  defendo a ideia de que o tema Acessibilidade nos Museus seja disciplina específica do curso de museologia, naõ  se limitando a ser comentado brevemente nas aulas ou ficar dependendo exclusivamente de uma oficina. Gostaria muito de ver o tema tratado de maneira mais séria no sentido de ter professores capacitados no tema. tema amplo demais, com muitas variantes que merece atenção bem especial. Eu sou carente no assunto.

     

    07/02/2013 em 18:31 #850
    isabel.portella
    isabel.portella
    Subscriber

    Lorena, com relação ao ensino de uma cadeira sobre acessibilidade nas universidades ou principalmente na escola de museologia não compete ao IBram, mas esse assunto será levado para as diretrizes.

    08/04/2013 em 3:13 #1268

    FLAVIA PASCOAL
    Subscriber

    Gostei muito dos temas debatidos até agora aqui… mas vejo que precisamos estimular recursos adaptáveis para o acesso das pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais aos museus.

    Sou Professora há cerca de 20 anos e desde 2004 trabalho com Educação Especial. Devemos lutar pela Acessibilidade de todas as formas… Bjs!

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