Museus Virtuais

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Este tópico contém 19 respostas, 8 vozes e foi atualizado pela última vez por  claudiaporto 5 anos, 7 meses atrás.

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  • 05/12/2012 em 11:28 #490

    Os museus virtuais tem como maior objetivo o de preservar e divulgar a memória das instituições museais na internet.  Ampliadas e amparadas pelas tecnologias digitais, estas propostas podem dialogar com as missões institucionais de promoção e alargamento do acesso à memória cultural, da qual os museus abrigam, ou seja, as dinâmicas de apresentação da informação nestes espaços devem explorar as potencialidades da comunicação interativa, aumentando a eficácia do fluxo informacional.

    Podemos visualizar alguns exemplos de museus virtuais na matéria do site do Instituto Ciência Hoje: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2012/04/memoria-de-internet/

    06/12/2012 em 14:54 #514
    Ozias Soares
    Ozias Soares
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    Geysa, confesso que não sou entendido neste assunto. Até gostaria de saber o que as museólogas e museólogos pensam a respeito. A minha dúvida é se a digitalização de acervos e a subsequente divulgação nos sites configuraria um “museul virtual” propriamente.

    06/12/2012 em 16:39 #518

    Olá Ozias, para esclarecimento posso citar a Rosali Henriques (2004), que diz em sua dissertação de mestrado, que existem três tipos de museus virtuais: o folheto eletrônico, o museu no mundo virtual e os museus realmente interativos. Os folhetos eletrônicos são aqueles cujo objetivo é a apresentação do museu, funcionando como uma ferramenta de comunicação e marketing; já o museu no mundo virtual é aquele no qual a instituição apresenta informações mais detalhadas sobre seu acervo, com visitas virtuais. E, por último, os museus realmente interativos, que são aqueles onde existe uma relação entre o museu virtual e o museu físico, sendo acrescentados elementos de interatividade, que envolvem o visitante.

    Quanto à definição, há três tipos de instituições na internet: museus que somente transferem para sites as informações básicas (algo como uma mera transposição de folhetos para sites); museus que, além das informações básicas, colocam na web o contexto de seu acervo; museus que se utilizam da internet para promover experiências com os visitantes, criando ferramentas para uma visitação virtual, como jogos, mapas e vídeos.

    Fundamentado por estas novas modalidades digitais, o museu virtual tem um novo tipo de público e a ele oferece recursos de consulta, que se utilizam de sistemas de classificação direcionados à usabilidade, à análise de conteúdo e ao grau de interatividade com seus acervos online. Mas ainda são poucas as instituições que tiram proveito, efetivamente, do poder da web para desenvolver atividades educacionais, onde a comunicação e o acesso às coleções museológicas, na internet, poderiam criar novos relacionamentos com o público alvo.

    11/12/2012 em 18:55 #561
    Ozias Soares
    Ozias Soares
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    Geysa, agradeço a elucidação. A incorporação das tecnologias parece ser um fato inescapável nos nossos museus. Parece que há duas opções: ou nos rendemos a ela ou nos rendemos a ela! De todo modo, parece-me que há um caminho a percorrer no que diz respeito ao contato com o objeto museal e as formas críticas de incorporar as tecnologias virtuais…

    16/02/2013 em 22:26 #910

    claudiaporto
    Subscriber

    Geysa, excelente discussão. Sou museóloga e trabalho há 15 anos com internet (educação para crianças). Tenho insistido aqui, em outros fóruns, que é preciso incorporar a tecnologia e a web às ações do PNEM, pensar a internet como ferramenta de integração.  Os museus realmente interativos, aqueles onde existe uma relação viva (participativa, de troca), entre o virtual, o físico e o público, se contam nos dedos. A grande maioria dos museus brasileiros ainda se relaciona timidamente com a internet e a vê como um canal de divulgação, mais do que (mais) um canal de educação e participação social.

    Em dez. 2012, o Ibope divulgou que os internautas já somam 80 milhões de brasileiros. Não dá para ignorar mais esse público.

    Ontem postei em meu site um exemplo muito interessante do uso de tecnologia pelo Museu de Arte de Cleveland: http://bit.ly/VlrGy3

    17/02/2013 em 4:11 #911

    Claudia, precisamos ampliar a discussão e difundir essa ideia para que alcance mais adeptos. Fico feliz com seu interesse.

    Trago mais um exemplo de iniciativas importantes na área, o Era Virtual Museus: http://www.eravirtual.org/pt/

     

     

    17/02/2013 em 15:47 #915

    claudiaporto
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    Geysa, certamente essa discussão precisa ser ampliada e difundida. Muita gente ainda não entende o alcance que a tecnologia pode ter. Conheço o Era Virtual, é uma iniciativa importante, sim, mas ainda é uma experiência de uma via só (do museu para o público, sem troca). A visita virtual ainda é uma espécie de “catálogo animado”. Muito melhor do que uma foto estática num mar de texto que o internauta não lê, como é o caso da maioria dos sites de museu (no exterior também, o problema não é só do Brasil, claro).

    O que eu acho mais interessante com relação ao potencial da web é a agilidade, o compartilhamento, a troca de visões, opiniões, com vistas a gerar novas interpretações, novos insumos para o próprio museu criar, a partir daquilo, novos conhecimentos. É isso que eu quero ajudar a criar.

    Conte comigo para divulgar o assunto, estou às ordens!

    19/02/2013 em 12:44 #929
    Ozias Soares
    Ozias Soares
    Subscriber

    Certamente, a experiência ainda é recente no país para qualquer avaliação. Portanto, uma apreciação nossa sobre o tema corre sérios riscos de uma análise superficial e incipiente. Como disse, sou leigo, mas fico pensando como o Richard Sennett, que “uma idéia precisa suportar o peso da experiência concreta senão se torna mera abstração”. Embora com o crescente número de “internautas”, um dado atrelado a este deveria ser tomar conhecimento de que conteúdos e com que profundidade esses usuários estão conectados à rede? Mas, penso devemos insistir na idéia da virtualização, concordando com a fala da Geysa e Claudia. Ao que tudo vem nos indicando, as possibilidades de uso da tecnologia vem se ampliando. Temos diante de nós alguns desafios e gostaria que vocês que são especialistas me ajudassem: além da “preservação e divulgação” e da “interação”, o que caracteriza o “museu virtual” considerando os objetos, os diferentes acervos e tipologias de museus? Alguma idéia de como propor uma “visita virtual” que conjugue a interatividade, a ampliação do acesso, com a leitura crítica dos objetos como ponte para novos conhecimentos?

     

    20/02/2013 em 0:52 #939

    claudiaporto
    Subscriber

    Ozias,

    Pois é, a relação entre as pessoas na web costuma ser superficial, mas não precisa ser. Há bons exemplos de trabalhos educativos realizados mundo afora, mas, na verdade, esse mundo virtual ainda é um bicho estranho e desconhecido (mesmo gente da área ainda procura muitas respostas). O tema divide opiniões e gera suspeitas, como tudo que é novo. Esse é um dos desafios que temos que enfrentar.

    Coincidentemente, hoje recebi convite para um seminário que toca no assunto e que ocorrerá em março: Seminário Internacional Museu Vale 2013. Aqui no Brasil ainda estamos engatinhando no assunto, mas é bom ver que ele começa a ser trazido à discussão por um museu. Veja o link: http://www.seminariosmv.org.br/?target=sinopse

    Vou procurar bons exemplos de interação virtual (além do que postei acima, do museu de Cleveland) e os trarei aqui para você.

    22/02/2013 em 20:38 #985

    Fernandab
    Subscriber

    Olá.

    Geysa, ótima colocação ao trazer o tema em debate.

    Gostaria de fazer algumas contribuições a respeito do assunto.

    Concordo com a Claudia no que diz respeito a exemplos como o Era Virtual, que são de fato, melhores que outros sites apenas expositivos, mas que certamente a interação poderia ser melhor explorada.

    Mas embora ainda seja uma via de mão única, conforme cita a Claudia, acredito que faltam iniciativas de divulgação desses sites, e até mesmo valorização pelo âmbito educacional ( nas escolas, por exemplo), pois acabam ficando restritos apenas ao nicho de interesse.

    Ozias, não sou especialista, mas penso que poderia ser melhorado com o uso de jogos de conhecimento, desafios, e outras possibilidades virtuais. Um ótimo exemplo de interação virtual é o Museu da Imigração, de São Paulo, que está em obras para se tornar um museu interativo. Ele  conta com o suporte da internet, viabilizando troca de conhecimentos e prestação de serviço à comunidade.

    24/02/2013 em 2:17 #989
    Karla Colares
    Karla Colares
    Subscriber

    Olá, sou Karla Pedagoga e estou começando a estudar sobre os museus virtuais.  Até pouco tempo pensava que museu virtual eram aqueles museus que possuíam sites interativos com os seus visitantes, mas fazendo uma pesquisa achei interessante o termo usado entre museu virtuais, museus presenciais e museus não presenciais. Na última pesquisa do IBRAM em 2011 no Brasil foram cadastrados 23 museus virtuais, os números atuais eu não tenho ainda essa informação, mas acredito que a interação entre museus não presenciais e/ou museus virtuais  e os visitantes deve ser reciproca. Assim, como a educação musel em ambientes virtuais é uma grande possibilidade de acessoa ensino-aprendizagem e cultura.

    Espero que possamos discutir mais sobre esse tema neste fórum!!!

    Abraços

    24/02/2013 em 12:40 #991

    claudiaporto
    Subscriber

    Karla, esta questão do que é (ou devia ser) um museu virtual é ampla e complexa. Uma boa leitura é a dissertação de Denise Eler, “MUSEUS NA WEB –MAPEAMENTO, POTENCIALIDADES E TENDÊNCIAS”, apresentada ao curso de Mestrado do CEFET-MG. Está na web. Ao final, ela apresenta uma relação dos museus com presença na web em várias categorias.

    Outra leitura interessante é o e-book (download gratuito) do livro Reprograme: comunicação, branding e cultura numa nova era de museus, de Luís Marcelo Mendes.

    25/02/2013 em 15:12 #998

    Deixo algumas indicações para leitura:

    DODEBEI, Vera. Patrimônio e Memória Digital.Morpheus – Revista Eletrônica em Ciências Humanas, Ano 04, número 08, 2006. Disponível em: <http://www.unirio.br/morpheusonline/numero08-2006/veradodebei.htm>
    LIMA, Diana Farjalla Correia.  O que se pode designar como museu virtual segundo os museus que assim se apresentam. 2009. Disponível em: <http://dci2.ccsa.ufpb.br:8080/jspui/bitstream/123456789/531/1/GT%209%20Txt%2011%20LIMA,%20Diana%20Farjalla%20Correia.%20O%20que%20se%20pode%20designa.pdf>
    MUCHACHO, Rute. Museus virtuais: a importância da usabilidade na mediação entre o público e o objecto museológico. 2005.Disponível em: <http://www.bocc.ubi.pt/pag/muchacho-rute-museus-virtuais-importancia-usabilidade-mediacao.pdf>
    MUCHACHO, Rute. O museu virtual: as novas tecnologias e a reinvenção do espaço museológico. In: FIDALGO, Antònio; SERRA, Paulo (Org.). Estética e tecnologias da imagem. Universidade da Beira Interior: Covilhã, 2005. v. 1, p. 579-583. Disponível em: http://www.livroslabcom.ubi.pt/pdfs/ACTAS%20VOL%201.pdf.

     

    01/03/2013 em 14:11 #1024
    Karla Colares
    Karla Colares
    Subscriber

    Oi Geysa..

    MUITO OBRIGADA!!! Vou ler tudinho

     

    01/03/2013 em 14:13 #1025

    claudiaporto
    Subscriber

    Também gostei muito das indicações, Geysa, obrigada por compartilhá-las.

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