Discurso ambientalista dá lucro a empresas.

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Este tópico contém 4 respostas, 3 vozes e foi atualizado pela última vez por girlene.bulhoes girlene.bulhoes 5 anos, 7 meses atrás.

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  • 10/12/2012 em 13:52 #534
    girlene.bulhoes
    girlene.bulhoes
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    Bom dia a tod@s,

    Tá na manchete principal do Ig, logo abaixo do título acima: “Sustentabilidade deixa de ser apenas jogada de marketing e começa a dar dinheiro. No Brasil, grandes empresas investem milhões em produção verde com a certeza de que o retorno virá, e será rápido”.

    Segue o link para a matéria completa: http://economia.ig.com.br/empresas/2012-12-10/eles-nao-sao-ambientalistas.html

    Então, retomando aquela nossa discussão: é esta a sustentabilidade na qual acreditamos para os museus do país? É possível ser sustentável desta forma no universo dos museus?

    26/01/2013 em 12:34 #800
    Ozias Soares
    Ozias Soares
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    Devemos admitir que não se trata de um tema fácil. Em geral, o próprio governo investe seus trunfos na idéia de “sustentabilidade”, não como uma concepção nova no trato com as urgentes questões ambientais e tudo o que deve estar a elas relacionado, mas com a ideia da “redução de custos”. Portanto, a noção gerencial (sem desmerecer a sua importância), impregna as nossas ações e concepções. A racionalidade do lucro, do que “eu vou ganhar com isso”, invade (quase) todas as esferas da vida.  Talvez, Girlene, o ponto central (e, talvez, aí também a razão para pouco diálogo em torno deste tema aqui no nosso Pnem…) é que, na verdade, estamos diante de uma necessidade de uma mudança radical que mude concepções fundamentais, mercadológicas (capitalistas…) enraizadas profundamente. Daí aquela discussão que fizemos em um outro post: “o que fazer com os “restos”, os “resíduos”, os “descartes”, de nossas pomposass exposições temporárias? Acho que podíamos aqui, no Pnem, também conversar com os curadores, com os gestores, né?

    26/01/2013 em 20:10 #803
    girlene.bulhoes
    girlene.bulhoes
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    É isso aí, Ozias. Se os “homens (que) exercem seus podres poderes” se apropriam unilateralmente de uma terminologia que é polissêmica, nós a re-significamos, utilizando-a com o sentido no qual acreditamos, incluindo diversas variáveis que, ao final, estão interligadas. Ou será que acreditamos mesmo que podemos falar sobre implantar coleta seletiva nos espaços museais ou montar exposições e ações educativas sobre o buraco na camada de ozônio ou sobre secas e queimadas, sem atentarmos por exemplo, ao que faremos com os descartes destas ações (como vc bem colocou anteriormente), o que requer que saibamos COMO FAREMOS e QUANTO NOS CUSTARÁ ?

    O que sei é que não podemos (ou não devemos) ficar calados e/ou banirmos o uso desta palavra. Ou ainda, a usar apenas no viés do discurso frívolo-ambientalista (não estou dizendo que todo o discurso ambientalista é frívolo!!! Apenas que mesmo o sério, necessário e complexo discurso ambientalista, por vezes é usado apenas como “artigo de perfumaria”) que quer reduzir toda a discussão a quantidade de latinhas de refrigerantes que reciclamos´ou a quantidade de palestras e oficinas educativas que realizamos nos museus em que trabalhamos.

     

    07/02/2013 em 0:51 #843

    Juliane Novo
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    As poucas postagens no fórum de sustentabilidade podem refletir a quantidade de pessoas na área museológica que considerem questões ambientais em suas ações. Trabalho na área e poucas pessoas que conheço entendem a importância da preservação ambiental no meio de trabalho. Muitas pensam somente na estética, por desconhecer totalmente práticas sustentáveis. Editais e normativas da área cultural poderiam incluir questões ambientais e de sustentabilidade para que essas práticas sejam difundidas entre os profissionais da área.

    07/02/2013 em 10:29 #844
    girlene.bulhoes
    girlene.bulhoes
    Subscriber

    Bom dia, Juliane

    Agradeço a sua contribuição e sugestões e, sim, você tem razão. Muitos de nós simplesmente ignoramos a questão da sustentabilidade em nossas práticas museais, inclusive no que diz respeito à mera inclusão deste assunto em nossas ações, até mesmo educativas. Ainda bem que sempre existe o “outro lado da moeda”, instituições e profissionais atentos a esta questão. Neste sentido, considero que a participação do IBRAM e seus Museus no recente Programa Agenda Ambiental na Administração Pública A3P, implantando pelo MMA, já é uma “luz no fim do túnel”.

    Em seguida a este, postarei as sugestões do último encontro da REM-GO relativas a Sustentabilidade no PNEM. Dá uma olhadinha…

    Abraço,

    Girlene

     

     

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